Em 11 de julho de 1985, o advogado Daniel Tourinho, baiano de Jequié, ex-aluno dos padres salesianos de Salvador, fundou o Partido da Juventude (PJ). O sonho de Tourinho, alicerçado pela fé em Deus que sempre norteou toda a sua vida, era transformar o PJ num Partido Nacional implantado em todo o País e conquistar, pelo voto, a Presidência da República.

Em 1987, num comício pelas Diretas Já, em Maceió, o grande líder trabalhista Leonel Brizola o apresentou ao então governador Fernando Collor de Melo. Tourinho viu ali o Dedo infalível da Providência. Alguns meses depois, Collor implantou o PJ no estado de Alagoas, propiciando ao Partido as condições para obter o registro provisório junto à Justiça Eleitoral.

E a história seguiu seu curso: em meados de 1988, Collor telefona para Tourinho e pergunta, com a objetividade que sempre o caracterizou, se o Partido da Juventude lhe daria a legenda para ser candidato a Presidente da República em 1989. Findo o telefonema, Daniel agradeceu a Deus, e eufórico, ligou para sua mãe, D. Conceição Tourinho, vaticinando: “mãe, vamos eleger o próximo presidente da República!”

E, visionário confesso e incorrigível, procurou, no mesmo dia, seu querido amigo Itamar Franco, senador da República por Minas Gerais, convidando-o para ser o vice de Collor. No final de 1988, Marcos Coimbra, primo de Collor e dono do Instituto Vox Populi, convence Tourinho a trocar o nome do PJ para Partido da Reconstrução Nacional (PRN), sob o argumento de que se daria  mais amplitude à candidatura de Fernando Collor.

Estabelecida e aprovada pelo PRN a candidatura de Collor alastrou-se por todo o Brasil, arrebatando o apoio da maioria do nosso povo, tornando-se, desta forma, irreversível.